terça-feira, 26 de junho de 2012

"Fazer regime é humilhante e ineficiente"

Embora não acredite nesta aceitação que a distinta senhora Marilyn Wann defende , posto aqui uma matéria feita sobre ela na revista Istoé!

 

Marilyn Wann



Principal nome do ativismo gordo nos Estados Unidos, a escritora luta contra o preconceito e defende que é possível ser obeso e saudável
Claudia Jordão

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DISCRIMINAÇÃO

Ela não foi aceita pelo plano de saúde por ser gorda

Quando tinha 26 anos, a escritora americana Marilyn Wann teve um dia realmente péssimo.

Apaixonada, ela levou uma grande rasteira do namorado ao ouvir, durante um jantar romântico, que ele tinha vergonha de apresentá-la aos amigos porque ela era gorda. E, naquela mesma noite, ao chegar em casa, leu um e-mail de uma empresa de seguro-saúde informando que ela não poderia ter um plano porque era “obesa mórbida”. Detalhe: ela não havia sequer sido examinada por um médico.

Nesta data fatídica, Marilyn sentiu de uma vez só todo a carga do preconceito sobre seu peso – e preferiu a rebeldia ao conformismo. No ano seguinte, lançou seu primeiro fanzine: um manifesto em prol do amor próprio (entre gordos) e contra o preconceito e o uso de palavras como “obesidade”.


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"O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está travando
uma campanha para erradicar as pessoas gordas"


Hoje, depois de 17 anos de militância, a escritora – que atualmente pesa 133,8 quilos e mede 1,64 m – é o principal nome do ativismo gordo num país onde um terço dos adultos é obeso e o padrão de beleza é feito de medidas cada vez mais econômicas. De São Francisco (EUA), onde mora, mantém os fanzines, apresenta programas de rádio e lançou o livro “Fat!So?” (algo como Gordo, e daí!?).


“Tem gente que passa a vida inteira de dieta, infeliz e insatisfeita, estimulada pela mídia e pela publicidade. Eu prego a diversidade de pesos e medidas, da mesma forma que defendo a diversidade sexual e racial”, diz.


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"Eu não uso a palavra ‘obesidade’ porque não acredito que uma pessoa possa ser diagnosticada
pelo seu peso. Outras variáveis têm impacto sobre a saúde"
Istoé - Como começou a cruzada da sra. pelo direito dos gordos?

Marilyn Wann - 
 
No início, não tinha nenhum plano além de publicar uma edição de um pequeno fanzine. Eu nem imaginava que as pessoas fossem lê-lo! Eu só sabia que tinha de fazer algo para falar publicamente sobre a exclusão que experimentava na minha vida apenas pelo fato de ser gorda. Senti medo de falar aos meus amigos e à minha família sobre o fanzine. Mas logo aprendi que eles me amam com o corpo que tenho, não apesar do corpo que tenho. Isso foi algo maravilhoso de aprender e só foi possível porque sou gorda.

Istoé - Quando a sra. soube que precisava levantar essa bandeira?
 
Marilyn Wann - 
 
Depois do meu dia péssimo (quando foi recusada pelo plano de saúde e rejeitada pelo namorado).

Decidi que não poderia mais esconder o que acontecia. Eu tinha de vir a público criticar a prática de exclusão social e institucional baseada no peso das pessoas. Se não fizesse isso, meu silêncio significaria que eu concordava em ser excluída. E eu não aceito!
 
Istoé -
  O que mudou?

Marilyn Wann -  

Quando tive aquele dia péssimo, eu era uma jornalista free-lancer em São Francisco, era saudável e não tinha um seguro-saúde. Aos 43 anos, sou escritora, continuo tendo saúde e continuo sem um plano adequado. Se eu tiver um problema, como qualquer outra pessoa, posso não ter dinheiro para pagar um médico. Essa discriminação é perigosa para a minha vida, entende? Espero que os jovens ao lerem esta entrevista compreendam que o conformismo não é a melhor escolha para se fazer na vida.
Istoé - 

A sra. sempre foi gorda?

Marilyn Wann - 
 
Sempre pesei mais do que a média. Quando criança, eu era vítima de bullying. Apesar de minha mãe e de meus professores terem dito que era feio intimidar e provocar, nunca disseram que uma pessoa gorda não é necessariamente ruim. Tive de chegar a essa conclusão por mim mesma. No ensino médio, eu media 1,64 m, pesava 72,5 kg e era considerada uma das três garotas mais gordas da escola. Nenhum garoto queria ir aos bailes comigo. Não saí com ninguém até ir para a faculdade e encontrar homens mais espertos.
Istoé -
A sra. já fez dieta?

Marilyn Wann - 
 
Não nasci ativista. Aos 26 anos, tentei um programa de dietas. Passei três semanas à base de arroz e frutas. Perdi oito quilos e fiquei extremamente mal-humorada de tanta fome. Descobri que fazer regime é muito humilhante e ineficiente. As pessoas exercitam o ódio contra elas mesmas, brigam contra o que desejam e raramente perdem muito peso. E, quando perdem, geralmente permanecem magras por um curto período de tempo. Cheguei à conclusão de que aquela não era a vida para mim. Não estava saudável nem magicamente magra. Então parei com as dietas.
Istoé -
  Desde então a sra. come de tudo?
 
Marilyn Wann - 
 
Sim! Nunca faria algo tão estúpido, destrutivo e prejudicial quanto uma dieta! Eu como quando estou com fome e paro quando estou satisfeita. Gosto de uma série de comidas nutritivas. E, sim, como chocolates sempre que estou a fim. Mas não penso em comida o tempo todo nem como o tempo todo.
Apenas vivo a minha vida sem passar vontade, pois é isso que deixa as pessoas compulsivas. Como de maneira sensata e sou ativa.
Istoé -
  A sra. faz exercícios?

Marilyn Wann -
 
Atualmente, faço levantamento de peso e bicicleta duas vezes por semana. Às vezes, ioga com uma amiga que dá aulas para pessoas gordas. No ano passado, fiz aula de aeróbica com outros gordos bem resolvidos. E pratico natação. Acho que é mais fácil para mim ter orgulho próprio e ser uma ativista da causa por não ter perdido tanto tempo praticando rituais que alimentassem o meu ódio contra mim mesma.
Istoé -
  Não é uma grande contradição defender o direito de ser gordo ao mesmo tempo que malha tanto?
 
 Marilyn Wann 

Como prega o “Saúde em Qualquer Tamanho” (grupo formado por psicólogos, nutricionistas, especialistas em fitness e pesquisadores na área que discutem o tema obesidade à exaustão), exercícios não devem ser feitos com o objetivo de perder peso. Devem ser encarados como algo divertido que traz bem-estar e saúde. Nossos levantamentos científicos mostram que quem se exercita pesa em média 4,5 quilos a menos do que os sedentários. A maneira mais comum de pensar em exercícios é através do princípio da punição. Você é levado a crer que seu corpo é ruim se você é gordo. Por isso, deve puni-lo por meio da atividade física. Mas essa é uma maneira errada de se pensar. As pessoas que aceitam seus próprios corpos e se exercitam por prazer fazem exercícios por mais tempo, melhorando a sua qualidade de vida.
Istoé - 

A sra. tem ou teve algum problema de saúde por causa da sua obesidade?
 
Marilyn Wann -
 
Não acredito que ser gorda cause qualquer problema de saúde em particular. E não uso a palavra “obesidade”, porque não acredito que uma pessoa possa ser diagnosticada pelo seu peso. Entendo que os dados científicos mostrem correlações entre pessoas acima do peso e alguns problemas de saúde. Mas eles não demonstram o contexto das causas. Nossos pesquisadores precisam considerar outras variáveis que têm um profundo impacto sobre a saúde.
 
Istoé -
  Por exemplo?

Marilyn Wann - 
 
Pessoas gordas fazem dietas para perder peso. Sabemos que o efeito ioiô faz mal à saúde. Pessoas gordas estão sujeitas à discriminação e ao stress que a gordura provoca. Sabemos que esses sentimentos também fazem mal à saúde. Pessoas gordas ganham menos dinheiro por causa da discriminação no ambiente de trabalho. Sabemos que isso pode ser prejudicial à saúde. Pessoas gordas enfrentam barreiras para obter cuidados médicos porque o nosso sistema de saúde e nossos profissionais estão todos embebidos em preconceito.
Istoé -
  Onde a sra. quer chegar?

Marilyn Wann - 
 
Pode ser que essas variáveis causem problemas de saúde que têm ligação direta com o fato de muitas pessoas não serem aceitas como são. Por exemplo, um pesquisador muito estimado, Steve Blair, da Universidade da Carolina do Sul (EUA), reuniu dados sobre o peso das pessoas e seu nível de condicionamento físico. Ele descobriu que os gordos moderadamente ativos têm menos problemas de saúde e vivem mais do que os magros sedentários. Se algum dia eu tiver um problema de saúde, não culparei o meu peso. Me recuso a acreditar que a única maneira de ser saudável é emagrecendo.
 
Istoé -
  Ser obeso e saudável não é exceção à regra?

Marilyn Wann -
 
Claro que é possível ser gordo e saudável! Mas, se uma pessoa gorda enfrentar problemas de saúde, o ideal seria que ela tivesse uma boa assistência médica, no lugar de ser aconselhada a emagrecer ou ser alvo de compaixão. Vergonha e culpa não fazem bem a ninguém. Sobre os médicos e especialistas, eu acho que estão errados. Eles estão ganhando muito dinheiro – e, para isso, muitos deles difundem o ódio contra aqueles que são gordos. Nos Estados Unidos, as pessoas gastam US$ 60 bilhões por ano em produtos que prometem emagrecer. E o número só está crescendo. Se esses produtos realmente funcionassem, não haveria mais pessoas gordas e eles estariam falidos. E, infelizmente, a maioria de nossos cientistas se recusa a considerar qualquer outro ponto de vista sobre o peso.
Istoé -
  Em seu livro, a sra. fala sobre o “gene da gordura”. O que é isso?

Marilyn Wann -  

Acredito que o sistema de regulação de peso do nosso corpo evoluiu ao longo da existência humana. Provavelmente, há muitos fatores genéticos envolvidos. Mas nossos cientistas sabem apenas parte do que acontece. O grupo “Saúde em Qualquer Tamanho” acredita que o sistema de regulação de peso de cada pessoa ajusta o corpo de acordo com aquilo que ela necessita para viver. Meu peso natural é diferente do peso natural de outro indivíduo, mesmo quando comemos a mesma coisa e realizamos os mesmos exercícios. Um dia, a ciência irá mostrar que os preconceituosos estão errados. E, nesse dia, será a minha vez de sentir pena deles.
 
Istoé -
Em geral, os americanos gordos sofrem esse tipo de preconceito em quais circunstâncias?
 
Marilyn Wann - 
 
Em todas as áreas da vida. Em casa, no trabalho, na escola, no sistema de saúde, nas instituições públicas, na moda, na publicidade, na mídia. E até mesmo do nosso governo. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está travando uma campanha para erradicar as pessoas gordas. Acho que a Casa Branca deveria acolher pessoas de todos os tamanhos e celebrar a todos.
 
Istoé -
  Por que a sra. acha que os gordos são tão rejeitados?
 
Marilyn Wann - 
 
Nunca há uma boa razão por trás do preconceito. É natural do ser humano inventar características ruins para quem odeia. Então, há estereótipos de todos os tipos. No nosso caso, somos tachados de sujos, preguiçosos, feios, glutões, estúpidos, descontrolados, indesejados sexualmente e até tarados. Mas, fique tranquila, eles estão errados! Posso não ter o meu plano de saúde, mas tenho uma vida sexual ativa e feliz.

domingo, 24 de junho de 2012

Publicidade com gordinhas deixa mulheres deprimidas


Estudo revela que consumidoras passam a se achar mais gordas com propagandas plus-size

Divulgação
Para mulheres da pesquisa, campanhas como essa dos sabonetes Dove não trazem nenhuma modelo gordinha de verdade
Estudo feito pela Universidade de Arizona, no EUA, revela que consumidoras de publicidade em geral (revistas, anúncios de TV, etc) sentem-se mais insatisfeitas com seu próprio corpo ao ver modelos plus-size em evidência nos anúncios.

Difícil de acreditar? Pois é verdade.

A conclusão de que as mulheres passam a se achar ainda mais gordas quando veem propagandas desse tipo tem um motivo até que óbvio: para a indústria da moda ser gordinha é usar manequim 42, no máximo.

Não tem nada de “plus” nesse “size” aí, não acha?

Enquanto a intenção era fazer a mulher comum se sentir bem com o próprio corpo, parece que o resultado são mais mulheres deprimidas com a imagem refletida no espelho.

A publicitária Estela Rosa, manequim 46, concorda com o estudo.

- Abrir uma revista com um editorial “para gordinhas” e ver que elas estão bem próximas do considerado normal, faz eu me se sentir uma obesa. Se aquilo é ser plus-size, eu sou o quê? Extra large size?

Os pesquisadores afirmam ainda que as mulheres gordinhas só se sentem bem quando o anúncio não traz modelo alguma – nem magra, nem plus-size.

Já as mulheres que têm o peso normal se sentem mal com as modelos magras, mas se sentem piores ainda quando veem as plus-size.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Estou gordo por quê?

FATOR EMOCIONAL E EMAGRECIMENTO

O sobrepeso e a obesidade são causados por diversos fatores : genéticos, biológicos, nutricionais e psicológicos. Os últimos atuam de dois modos : podem levar a pessoa a comer mais e podem funcionar como autêntico OBSTÁCULO Á PERDA DE PESO, um verdadeiro BLOQUEIO à aderência a um programa de emagrecimento.


São vários os problemas emocionais que podem levar a aumento de peso ou a impedir que a pessoa emagreça :


Compulsão alimentar: pessoas que comem não por fome ou prazer, mas o fazem por ansiedade, apressadamente, ingerindo grandes quantidades de alimento em curto período de tempo, sentindo-se depois culpadas ou arrependidas. Muitas vezes estão em uma dieta personalizada, equilibrada e saborosa e, repentinamente começam a comer e não param mais, a não ser quando estão empanturradas, cansadas ou com mal estar. Así vem o arrependimento, mais ansiedade e o final de mais uma dieta. SE A COMPULSÃO ALIMENTAR ESTIVER PRESENTE E NÃO FOR TRATADA INVIABILIZARÁ TODOS OS ESFORÇOS DA PESSOA PARA EMAGRECER.

Depressão: a depressão afeta a pessoa como um todo. Pessoas que estão deprimidas em, entre outros sintomas, alteração no comportamento alimentar para mais (ou para menos) que pode leva-las a engordar. Há queda da motivação para a dieta, auto depreciação, pessimismo. Quando a depressão estiver presente em algum grau no candidato a emagrecimento, deverá ser tratada prioritariamente.
Ansiedade : é o vilão número um das dietas alimentares. Apresenta-se em diversas formas (pânico,fobia social, ansiedade generalizada, agorafobia, stress pós traumático, fobias específicas, etc). Pessoas tensas, excessivamente preocupadas, com pânico, medos diversos, podem encontrar no alimento um “lenitivo” para seus males, para um estado interno de desconforto indefinido. Hoje, as formas clínicas de ansiedade são conhecidas, pesquisadas e seu tratamento de bom prognóstico. É MAIS FÁCIL TRATAR A ANSIEDADE DO QUE OS MALES DELA DECORRENTES.

Stress: é comprovado que o stress tem influência sobre o peso corporal, seja pelo aumento do cortisol circulante ou pelo aumento da quantidade de alimento ingerida, que passa a atuar inadequadamente como “mecanismo anti-stress”.
Dificuldades sexuais, conjugais ou afetivas : é sempre importante verificar o que se esconde por trás da obesidade ou do excesso de peso. A gordura pode servir de “escudo” para evitar relacionamentos, não assumir a própria sexualidade ou mesmo como forma de “rebelião passiva” a situações conjugais conflitivas.
Problemas de relacionamento : dificuldades de relacionamento familiar, social (timidez excessiva, agressividade social,baixa assertividade e outros) podem levar a pessoa ao prato.
Dificuldade de controle de impulsos : pessoas impulsivas, que não conseguem adiar a gratificação imediata de um impulso em detrimento a uma gratificação a médio prazo (comer é gratificante a curtíssimo prazo, emagrecimento a médio prazo), são mais vulneráveis a uma “sabotagem” em sua dieta.
Quando problemas psicológicos estão presentes (sejam eles causa ou efeito) dificultando ou inviabilizando a perda de peso deverão ser tratados conjuntamente. Na maioria são problemas que podem ser superados com abordagem psicológica adequada. Se continuarem atuando põe pro terra os mais competentes programas de emagrecimento e os mais sinceros propósitos de pessoas que “sabem o que fazer mas não conseguem fazer o que sabem que deveriam”...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O que é alto estima?


Auto-estima é a capacidade de sentirmos a vida, estando de bem com ela. É: a confiança em nosso modo de pensar e enfrentar os problemas e o direito de ser feliz precisamos ter a sensação de que somos merecedores de nossas necessidades, desejos e desfrutar os resultados de nossos esforços.

É preciso ter auto conhecimento e auto confiança.

Se um indivíduo se sente inseguro para enfrentar os problemas da vida, se não tem auto-confiança e confiança em suas próprias idéias, veremos nele uma auto-estima baixa. Ou, então, se falta ao indivíduo respeito por si mesmo, se ele se desvaloriza e não se sente merecedor de amor e respeito por parte dos outros, se acha que não tem direito à felicidade, se tem medo de expor suas idéias, vontades e necessidades, novamente veremos uma auto-estima baixa, não importa que outros atributos positivos ele venha a exibir.

Muitas vezes a auto-estima é confundida com egoísmo. Egoísta é aquela pessoa que quer o melhor, e quase sempre no sentido material, somente para si, não importando os outros. Quem possui uma auto-estima elevada, tem como conseqüência amor e estima aos outros. Ela quer o melhor para si, e para os outros também.

A auto-estima fortalece, dá energia e motivação.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais queremos crescer, não necessariamente no sentido profissional ou financeiro, mas dentro daquilo que esperamos viver durante nossa vida... Como o emocional, criativo e espiritual. Quanto mais baixa nossa auto-estima, menos desejamos fazer e é provável que menos possamos realizar.

A pessoa com auto-estima saudável não se envergonha de dizer, "Eu estava errado".

É mais provável encontrarmos simpatia e compaixão, em pessoas com auto-estima elevada do que nas de baixa auto-estima; meu relacionamento com os outros tende a espelhar e refletir meu relacionamento comigo mesmo.

Algumas práticas para se construir uma auto-estima elevada:

1. A prática de viver conscientemente. Participar intensamente daquilo que fazemos enquanto o fazemos, buscar e estar totalmente aberto a qualquer informação, conhecimento que afirme nossos interesses, valores, metas e planos.

2. A prática da auto-aceitação. Conseguir ouvir críticas ou idéias diferentes sem nos tornarmos hostis ou competitivos.

3. A prática do senso de responsabilidade. Cada um de nós é responsável pela própria vida, pelo próprio bem-estar; que, se precisarmos da cooperação de outras pessoas para atingir nossos objetivos, devemos oferecer algo em troca; e que a pergunta não é "De quem é a culpa?", mas sempre "O que precisa ser feito?"

4. A prática da auto-afirmação. Respeitar os próprios valores e as outras pessoas.

5. A prática de viver objetivamente. Estabelecer nossos objetivos ou planos de curto e longo prazo

6. A prática da integridade pessoal. É dizer a verdade, honrar nossos compromissos e servir de exemplo dos valores que declaramos admirar; é tratar os outros de maneira justa.

7. Harmonize seu lar. Abra portas e janelas e comece uma limpeza. Faça isso em todas as dependências da casa ou escritório. Lembre-se, só fica o necessário!

8. Coma bem. Respeite os momentos das refeições. Evite falar sobre problemas. Acalme-se.

9. Preste atenção em você. Perceba os seus pensamentos os negativos e positivos. Você não é os seus pensamentos, mas eles têm uma enorme força sobre a sua vida. Se você tem mais pensamentos negativos, isto demonstra que você é uma pessoa negativa. Você pode mudar a sua vida, mudando a qualidade de seus pensamentos. Cultivando os positivos e os elevados. Quando o pensamento negativo lhe assaltar a mente, repita por sete vezes: "este pensamento não tem força sobre mim". Com o tempo você perceberá que no jardim existem rosas e espinhos e que a felicidade é!

Um presente para quem observa as rosas e a tristeza os espinhos.

10. Tenha objetivos. Materiais e espirituais. O verdadeiro Bem-Estar só é alcançado por meio dos objetivos espirituais. Procure se tornar uma pessoa mais paciente, bondosa, serena, confiável e amiga, além de humilde, aberta, sincera e simples e, principalmente, uma pessoa que tenha fé e confiança na vida.

11. Faça exercícios. Escolha um exercício que lhe agrade, caminhar, dançar e nadar são os mais recomendados. O mais difícil é tomar a decisão de começar.

12. Utilize seus talentos. Todos tem dons e talentos. Descubra quais são eles e comece a colocar em prática.

13. Medite, medite e medite. Além de terapêutica é a melhor ferramenta para o crescimento pessoal e espiritual. Cada um deve praticar da maneira que se sentir melhor. Procure um livro, um curso ou um mestre, pois vai fazer você encontrar a pessoa mais importante do mundo: você mesmo!

14. Aceite a vida. Pare já de reclamar. Volte sua mente para o que a vida oferece de bom. Ajude ao próximo, seja uma pessoa sincera, alegre e procure trabalhar com amor. Aceite sua casa e seus bens.

Aceite as pessoas como elas são e, principalmente, se aceite como você é, seu corpo, sua personalidade. Mas aceitar não significa se acomodar com os problemas e dificuldades da vida.

Devemos buscar a força para mudar o que podemos mudar, e a aceitação para o que não se pode ser diferente.

16. Visite a natureza. Pelo menos uma vez por mês, faça uma visita à mãe natureza. Pisar descalço na terra descarrega as energias negativas. E não se esqueça, você é parte da natureza e deve estar em harmonia com ela se quiser manter ou recuperar a qualidade de sua vida.

17. Converse com Deus. Deus está ao seu redor e, principalmente, dentro do seu coração. A melhor forma? Fica a seu critério, o importante é desejar que isso aconteça.
    Sandra Marilize Mainardi
CRP 07/11444
413.2510 - 9961.8565